quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

De olho nas ruas...


Oi, meninas e meninos! Como estão?

Vamos falar de tendência? E uma tendência que eu AMO. Já adivinharam? STREET! 

Sou apaixonada por street style e, inclusive, por street wear. Acho que é um jeito sempre bacana de modernizar o chique, o haute couture. Uma mini tendência que vem ganhando força é isso de misturar o esportivo, o totalmente street com peças refinadas, como pude ver pelas fotos nos desfiles das semanas de moda. 

Seja na figura de um tênis mais "skate" ou mais esportivo ou de um boné totalmente street ou peças desencanadas, como moletons e gorros, as peças com apelo mais casual tem pontuado os looks mais refinados do pessoal da moda, como Donata Meirelles, Bárbara Leão de Moura, Anna Dello Russo e a sempre incrível e misturada  Taylor Tomasi Hill. Nos corredores do SPFW, o bafafá foi em torno do sneaker da Isabel Marant, que esteve nos pés das mocinhas antenadas em combinações inusitadas e bacanérrimas! Já nas passarelas das nossas semanas de moda, o "urbano" e essa onda mais confortável e "descolada" foi praticamente onipresente, fosse em modelagens mais folgadas ou em tecidos que se encaixem nesse contexto. 


Claro que não vou ficar só nas inspirações e fui montar looks pra mostrar pra vocês como adaptar pro nosso guarda-roupa esse mix que vem com tudo! 

A primeira regra é: MISTURE SEM MEDO! Não tenha medo de misturar renda com tênis esportivo com couro. A brincadeira é essa. Quebre a delicadeza da renda com um tênis mais street e arremate com uma peça bem "rebelde", como a camiseta ou uma jaqueta de couro! 

A segunda regra é: SE DIVIRTA! Misture mesmo! Misture aquilo que você sempre quis mas nunca teve coragem, como o short detonado com a t-shirt velha e o colete de pelos. A ordem é se divertir mas, claro, nunca esqueça da regra 3… 


A terceira regra é: NÃO EXAGERE! Não pesem na mão pra não ficar parecendo o homem do saco, hein? Brinquem com as texturas, com os estilos, com as padronagens mas lembrem de olhar no espelho e buscar um look homogêneo e que tenha ficado bacana, não apenas misturado. Seguindo essas três regrinhas, não tem muito erro… É só olhar no conselheiro do bom senso mundial: o espelho e ver se o look faz sentido. Ficou bacana? Passou uma imagem legal? Acredita e arrasa! 


E vocês, meninas? Gostam desse visual? Me contem! E preferem o post assim ou tudo explicadinho? Me falem, ok?

Beijos, 

Ana 

PS: Meninas, como sei que muuuuuitas, como eu, andam querendo um tênis igual da Isabel Marant, vou contar esse babadinho pra vocês… A Julia, amiga de todas as horas, disse que vai chegar um bem parecido na London London aqui em Londrina. A data certinha, ela não sabe ainda mas, assim que chegar, eu aviso vocês, tá? Mas podem esperar que vem! #todascomemora

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sete vezes admirável

Oi, gente! Como estão? Desculpa a falta de post ontem, mas acabei tendo que resolver mil rolos da faculdade aí fiquei sem tempo.

Ontem, fuçando no Style.com pra um outro post e vendo as fotos de Tommy Ton (sim, eu sou viciada!), achei esses sapatos que, além de sete vezes admiráveis, são também obra de arte! Como nossos olhos nunca cansam de se encher de beleza, vim mostrar pra vocês, afinal quem baba junto, permanece junto, né? hahahah
















Aproveito pra deixar uma dica da época de promoções: um sapato bacana SEMPRE levanta look! Por isso, aproveitem essa época pra comprar aquele diferentão (e mais caro) que você tá babando faz tempo. Com um sapato babado, até o combo jeans + regata branca fica pra lá de bacana! 


E aí, meninas? Concordam que um sapato poderoso deixa até o look mais simples lindo? Qual o preferido de vocês? Afinal, sonhar não custa nada, né?

Beijos,

Ana

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Pensando moda: sobre seriedade e bons trabalhos


Oi, pessoal! Como estão? Cheguei de viagem já e com a corda toda! 

Semana passada, falei sobre o padrão de magreza e de perfeição explorado pela indústria fashion e andei pensando e acho bacana que, uma vez por semana, tenhamos um post que nos faça refletir e pensar moda. Afinal, como sempre digo, não basta apenas a consumirmos, né?


Essa semana que passou, teve tanto bafafá "bloguístico" que, claro, o tema dessa semana são os blogs e até onde nós, blogueiras, devemos levar a sério a informação e o próprio blog. 

Durante a SPFW, foi gravado um vídeo com o embate (que a UOL apimentou um tico mais do que deveria…) entre blogueiros e jornalistas de moda. Afinal, qual a diferença? Quem passa mais informação? Quem é mais neutro? 



Claro que o primeiro argumento contra blogs é "E O JABÁ?" mas, sejamos sinceros, jabá existe em quase toda profissão que vende produtos. Seja você médico, dentista, dono de balada, jornalista ou, inclusive, bloqueio, sempre alguma marca vai te "presentear" para que, em troca, você fale ou venda o produto dela. Aí entra a questão da moral e da honestidade de passar para seus clientes (leitores, no caso dos dois últimos) apenas boas informações e bons produtos. E até onde eu sei moral e honestidade não se aprendem na faculdade… Ou seja, tem blogueira vendida? Tem! E muito. Mas também existem médicos que receitam um remédio tal em troca de prêmios, donos de balada que fecham com a marca X porque essa patrocina sua casa noturna e jornalistas que fazem boas resenhas em troca de produtinhos. Isso é ruim? A partir do momento em que isso, de alguma forma, traz prejuízo a quem te segue, te prestigia ou confia em você, isso é ruim. Quando você "mente" pra vender alguma coisa, acho que isso se torna péssimo e, infelizmente, vemos muito isso na blogosfera. Quantas blogueiras juram amar produto X do patrocinador Y mas em seus looks nunca usam nenhuma peça da marca? Acho que propaganda é propaganda, mentira é mentira. Em QUALQUER profissão. Mas vender um bom produto de forma sincera e honesta é só um meio de vida, não? Ou seja, tendo caráter e honestidade, anunciar não é pecado. 


O segundo argumento é: "e a informação e a técnica?". Bom, informação de moda tá aí pra quem se interessar em ler e pesquisar MUITO. Sempre brinco com as minhas amigas que cada post leva 3 dias pra ficar pronto e, no fundinho, é verdade! Pra passar informação, funciona assim: você vê uma fagulha de trend em alguma foto e vai pesquisar referência, looks de passarela, diferentes épocas da moda e isso é uma coisa que não traz leitor mas que enche a gente de orgulhinho pessoal. Saber que você viu aquilo e pesquisou antes de bombar é uma realização enorme dentro da "profissão blogueira" e isso nos deixa mais próximas dos jornalistas. Acho que essa é uma grande diferença: o jornalista tem a OBRIGAÇÃO de ser informado, de ser avant gard, uma vez que a revista é fechada a edição algum tempo antes de a revista chegar a banca. Ou seja, os jornalistas dominam a técnica e tem essa obrigação com a pesquisa e a inação, dois fatores que, muitas vezes, os levam a sair a frente das blogueiras no quesito "informar". Mas reparem que disse "muitas vezes"… Nem sempre, isso é verdade e tudo depende do comprometimento do blogueiro em pesquisar e do leitor em cobrar. Afinal, vocês, leitores, são nossos fiscais! Ou seja, se o dono do blog se comprometer a fazer um trabalho bacana, com uma boa base, pesquisa e qualidade, acho que os blogs são ótimos porque eles acontecem no agora, são dinâmicos. Os blogs tem esse fator bacana: eles possibilitam um contato direto, uma troca de idéias maior. Sendo assim, acho que se as blogueiras se preocupassem menos com Chanel e Hermés e mais com inteligência e informação, os blogs poderiam (e seriam) veículos muito mais confiáveis e, até mesmo, uma extensão das revistas, já que ele tem essa característica tão única do "agora". O problema aqui é: até onde os leitores querem blogs que informem ou blogs "novelinhas", onde podem acompanhar a vida perfeita que algumas blogueiras vendem? Até onde os leitores também exigem que os blogs tragam idéias novas, dicas bacanas e não apenas mais um capítulo de consumismo de luxo desenfreado? A partir do momento em que o autor do blog tiver essa sede pelo conhecimento e o leitor gostar e cobrar embasamento então acho que os blogs serão formadores de conteúdo tanto quanto as revistas e não mais forma de ostentação. 


Pra resumir esse tema: acho que os jornalistas acabam por ter mais seriedade porque assim se exige deles enquanto que em volta de blogueiras se forma uma aura de perfeição e bajulação que acaba por acomodá-las nesse mundinho de se exibir e não informar. Porém, assim como existem blogueiras muito boas que, realmente, procuram estudar e pesquisar a fundo, também existe muito jornalista de moda que não entende nada de moda. Ou seja, nessa dispusta, ninguém é errado e ninguém é certo. Sai a frente o profissional que melhor exercer a função de informar, afinal é pra isso que abrimos espaço. Pra expormos idéias, trocarmos experiências, podermos mostrar como vemos a moda e o que acreditamos acerca dela. Ou, pelo menos, é isso que um profissional sério e competente busca e cabe ao consumidor optar por pessoas assim ao invés de picaretas, que, infelizmente, existem aos montes em toda profissão. 


O segundo bafafá da semana foi em torno de uma conta "falsa" que fizeram para "gongar" uma blogueira. A partir daí, surgiu o meme #acheiqueFOCEmorrer, que acabou nos TT mundiais e levou nomes influentes, como Julia Petit e Narciza Tamborindeguy, a entrarem na brincadeira. A blogueira gongada se sentiu ofendida quando brincaram com o noivo dela e aí usou do argumento eterno "falta Deus e amor" e "inveja mata". Claro que, mais uma vez, foi parar no TT com #faltaDeus e a galera caiu em cima com frases como "#faltaDeus mas não falta criadagem", "#faltaDeus mas não falta champanhe" e tantos outros. A moça já entrou com ações de danos morais, ofensa pessoal e a terceiros e falsidade ideológica. 


Pra mim, é uma moça bem nascida, parte de uma elite, bonita, bem sucedida e acho que não tem a menor necessidade disso. Lendo os tweets, achei tudo bem escrachado mas também muito bem humorado e acho que, se nos permitíssemos  (e digo no plural pra encaixar o mundo TODO) rir mais de nós mesmos, teríamos tanta dor de cabeça a menos na vida… Escreveu errado e te gongaram? Entra na dança! Apareceu no blogueira Shame como "Loka do dia"? Dá risada! Quem disse que moda, blog e o mundo são pra levar tão a sério? Gosto é pessoal e os erros tão aí pra serem cometidos (e zuados). O que não dá é pra nos ofendermos com brincadeiras e passarmos a ofender a integridade e o trabalho de profissionais, como fez a blogueira em questão. E daí que sua amiga riu de você? Isso quer dizer que ela não te respeita? Rir de nós mesmos é chique, descontraído e demonstra muito caráter e grandeza pessoal e de espírito. Ter a capacidade de levar uma brincadeira na brincadeira é uma coisa que faz bem pra nós e aumenta o respeito dos outros por nós mesmos. ÓBVIO que sou contra ofensas a caráter e exageros, venham eles de qualquer parte. Assim como sou contra comentários que ofendem o caráter, pois eles são extremistas, também sou contra blogueiras que se colocam num pedestal de perfeição, personalidade intocável e ditadora de moda, pois aí o exagero vem delas. 

O que posso abstrair, por fim, desse texto imenso é que um pouco de leveza, humildade e trabalho sério fazem bem a qualquer um. Rir de si mesmo, saber que se pode aprender um pouco com todo mundo e se dedicar a fazer um trabalho de qualidade só engrandecem a pessoa e a deixam mais perto de ser um profissional não apenas bem sucedido mas também admirado. 

Mas quero saber: o que VOCÊS pensam sobre isso? Comentem, gente? Fico carente de comentários e debates… 

Beijos, 

Ana 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Férias

Oi, gente! Post rapidinho pra dizer que tô viajando. Tava me programando pra postar looks e diquinhas mas aqui não tem internet :( e, pelo celular, só notinhas rápidas! Mas vou fazer o máximo, ok? Quem quiser, me segue no Twitter (@notsohaute) e no instagram (@acnarciso) que lá rolam fotos e comentários em tempo real, ok?

Beijos,

Ana

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Juntando as pontas

Oi, gente! Essas férias tão me deixando muito preguiçosa, viu? hahah Ainda mais quando eu fico tentando acompanhar SPFW pelos sites, arrumar as coisas pra ir pra praia e cuidar da minha unha perdida ao mesmo tempo!

Bom, pra falar do SPFW, resolvi mudar a abordagem... Bacana mostrar os looks desfile por desfile mas aquela montação toda pode ser meio non sense, né? E, por isso, inspirada na Lú, resolvi brincar de bonequinha de papel e misturar as maiores tendências pra vocês irem pegando melhor a idéia.


Então juntando uma coisa daqui e outra de lá, ficamos com esses looks:


Claro que a beleza de Rosie Huntington-Whiteley não vai ser possível de arranjar, né? Mas não custa sonhar... O look é composto das seguintes trends:

METALIZADO: as peças metalizadas foram a unanimidade dessa edição do SPFW. O que não é obviamente metálico, adquire texturas e lavagens que trazem o brilho, como o veludo, a seda e outros tecidos.

MIX DE TEXTURAS: misturar também foi peça-chave pro styling da maioria dos desfiles, seja a mistura feita de estampas ou de diferentes texturas. Aqui, preferi a segunda com as peças mais finas misturada a elementos mais rústicos, como o tecido da saia e a sandália mais pesada.

PELE: a pele, que aqui é uma pluma, veio com força total também nas 2 semanas de moda brasileira. Pra continuar amando nosso coletinho fake, né?! hahahah


MIX DE TEXTURAS: bom, vocês sabem que sou suspeitíssima nisso, né? AMO um mix enlouquecidamente! Mas não é pra menos: olha como o suéter largão fica todo charmoso com o bordado e a gola de pele. Sem contar como o couro e a camurça ficam show com a lã. Misturar tecidos e fazer esse contraponto deixa o look muito mais interessante e atual.

CORES BÁSICAS: o que amei nessa temporada é que as cores básicas e neutras tiveram lugar de destaque na maior parte das coleções. Acho que as cores mais neutras são uma ótima tela pra se brincar com os elementos contrastantes, como comprimentos, texturas e estilos.


METALIZADO: não adianta que o metálico, o brilho é, SIM, a grande tendência desse inverno. Podem apostar sem medo porque continuares brilhando muito por aí hahahah. Aqui, quis dar uma modernizadinha e misturei o azul metálico do blazer curto e ajustado ao douradão forte da saia de couro.

ELEMENTOS CONTRASTANTES: pra quebrar um pouco e deixar o look mais cool, nada como uma camisetinha, né? Aqui, optei pelo mescla pra dar um charme e sair do branco como básico absoluto. A blusa de lã toda furadinha é charmosa e completa o look na medida.

MEIA: bom, essa trend não foi muito do SPFW, eu confesso hahaah mas acho bacanérrimo e nos sites gringos, a meinha mais curta com sandálias tá bombando então quis usar também! Aproveitando que o look é moderninho, a meia acrescenta essa ar descolado e ainda deixa uma carinha de menina, né? Também vale investir na meia num look preto total pra adicionar mais charme!


BORDADO: outra trend que vem com força são os bordados, principalmente em peças inusitadas, como o suéter, o cardigan ou o moletom.

CONFORTO CHIQUE: já venho batendo na tecla do conforto há tempos, né? Alguém ainda aguenta eu falar disso? hahahah Mas olhem só como eu não minto! A idéia das roupas confortáveis, mais street pegou bastante nessa temporada e o resultado disso são as calças com carinha de pijama em seda, veludo e outros tecidos nobres bem como os moletons com renda, bordados e, no caso desse look, as blusas de lã que ganham uma cara bem fashionista com bordados e detalhes ricos.


ALFAITARIA MODERNA: a alfaiataria é um clássico e é impossível fugir dela nas semanas de moda, afinal são peças atemporais e sempre chiques. Pra esse inverno, continua a tendência que vem sendo ensaiada a algum tempo da alfaitaria moderna, com recortes inusitados, cortes mais modernos e cara mais street e menos office. É tendência fortíssima e eu já vou correr no brechó pra achar um blazer bacana pra cortar as mangas e ter um colete pra chamar meu hahahaha podem investir que é uso certo!

VELUDO: outro tecido que foi explorado nas passarelas foi o veludo que vinha aparecendo tímido em outras coleções mas que vem com força total nessa. Seja em macaquinhos, blusas ou looks mais refinados como vestidos e tailleurs, o veludo foi o astro de alguns desfiles.

STREET CHIQUE: Seguindo bem a linha do conforto, o street também ganha as passarelas em peças como tênis (Isabel Marant feelings), botas pesadas, jeans, moletom e peças mais folgadas. Pra usar com peças mais refinadas e compor um estilo "mano de butique"! hahahah


E aí, gente? Gostam do post assim? Fica mais fácil, mais difícil? Comentem pra eu saber, ok?!

Beijos,

Ana

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Onde começa um círculo

Oi, gente! O post de hoje é um pouco diferente do que estou acostumada a fazer como vocês já devem ter imaginado pelo título. Acho importante que algumas vezes deixemos de lado as tendências de moda pra pensarmos um pouco sobre a moda e a indústria fashion.

Esses dias, passeando pelo Pinterest , encontrei uma imagem com dados que me deixaram um pouco chocada e, claro, fui pesquisar mais a fundo essa informação e outras relacionadas. E o que eu descobri foi o seguinte: há 15 anos atrás, a média do peso das modelos era 8% menor que a das mulheres "comuns" e atualmente, essa diferença passou pra surpreendentes 23%! E isso me leva a pensar: até onde estamos nutrindo um sonho impossível? Até onde a indústria se democratiza e a partir da onde ela escraviza?


O jeito mais fácil de percebermos esses ideiais inatingíveis e essa diferença gritante entre a "mulher da passarela" e a "mulher comum" (aspas porque, no fim, independente de peso, somos todas mulheres) é olhar pras nossas divas de 50, 30, 10 anos atrás. As mulheres consideradas divas,  aquelas que invejava-se o corpo, o status, hoje seriam consideradas "normais" ou até gordinhas. E eu penso sobre a inversão de valores. Era fácil ter o corpo da Betty Page ou da Marylin Monroe. Elas não eram ratas de academia nem tinham suplementos pra bombar o físico mas elas tinham algo que falta a tantas mulheres de hoje em dia: atitude. Elas se sabiam desejadas! Sabiam ser sexy, glamurosas, fatais sem perderam a elegância. O que as transformava em divas não era apenas o corpo mas o conjunto que esse fazia com um poder que vem de dentro.

Aí entra a indústria, a modernização, a era digital. Até onde a liberdade de expressão e de criação nos libertaram e a partir de que ponto ela nos aprisionou a um ideal quase inatingível? Claro que existem as mulheres magérrimas que o são sem esforço (minha mãe tá aí pra provar isso hahahah) mas existe uma grande maioria que sofre pra ser aquilo que foi ditado a ela. Existem aquelas que choram, se cortam e se sentem horríveis e aprisionadas em um corpo que a idéia não deixa ela achar bonito. E fica a grande pergunta: até onde a era do Photoshop é culpada pelos padrões? Será que nós nessa busca pelo perfeito impossível não fazemos os padrões ficarem cada vez mais rígidos e incabíveis? Será que se mais meninas  não começassem a se achar lindas mesmo sem as pernas da Sabrina, esses conceitos e padrões não se tornariam, também, mais flexíveis?


Fico chocada quando vejo que até um brinquedo que deveria ser neutro como a Barbie passou por tantas mudanças ao longo do tempo: mais altura, lábios mais grossos, cintura mais fina, peitos maiores. A ditadura do corpo perfeito chega também às prateleiras e cabeças infantis que teram uma infância vivida em função de ser mais bonita, de ter o cabelo mais comprido, mais liso, de ser mais magra, de ter mais. Cadê a busca saudável pela auto-estima? Cadê amar aquilo que temos e cuidar disso?


Claro que não me posiciono a favor de relaxar e comer 3 hambúrgueres com batata frita por refeição. Não é isso! Sou a favor e venho me esforçando pra ter uma alimentação mais saudável, mais completa, mais regrada e uma vida menos sedentária. Mas não porque isso vai me garantir uma barriga chapada. Porque isso vai me trazer saúde, um corpo funcionando melhor, um humor melhor e, consequentemente, uma vida bem mais feliz. E é aí que entra o ponto: essa busca pelo perfeito faz feliz ou aprisiona? Os padrões de magreza e perfeição impostos trazem sofrimento ou completam?


Durante a pesquisa para esse post, li que os números das roupas também se sujeitaram a essa mudança. Uma peça qye há 10 anos atrás seria 38, hoje é 40, 42. Ou seja, diminuiu-se as medidas da passarela, das revistas e também dos nossos manequins e isso levou a uma "diminuição" do nosso espelho: nunca temos um corpo bom o suficiente pra usar aquilo que gostamos. E isso leva ao pensamento final: com os tamanhos, diminuimos também nosso amor próprio, nossa atitude, nosso sentimento de diva? Quando poderemos e, mais ainda, quando nos permitiremos nos achar bonita? Quando deixaremos que os padrões sejam só uma manipulaçãozinha digital e buscaremos mesmo é ser feliz e saudável? Será que, ao nos aceitarmos, também não causaremos esse efeito de aceitação pelo humano e pelo perfeitamente imperfeito?

Claro que não espero mudar toda a indústria com um post mas acho bacana a discussão e se uma pessoa ler isso e começar a se sentir melhor consigo mesma, bom, aí eu já ganhei a vida! Opinem, comentem, troquem idéias comigo sobre esse tema que pensei e planejei com tanto carinho dividir com vocês...

Beijos,

Ana

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Look do dia - Ao vivo e a cores

Oi, gente! Quanto tempo que não posto looks, né? Mas hoje vim ao vivo mostrar pra vocês o que usei e tô usando hoje.

O look é bem simples e, por isso mesmo, eu adorei sair com ele afinal nada melhor que estar confortável e charmosa sem muito trabalho, né? A saia é o novo xodó do meu guarda-roupa: já tinha amado essa estampa de cachorrinhos da Animale desde a primeira vez que vi mas pagar R$ 300 por ela tava fora de cogitação! Até que essa semana, ela entrou na promoção e, por R$ 89, 90, ela passou a ser minha. A blusinha é uma camisetinha cropped com uma regatinha por baixo, truque bom pra adicionar camadas e usar blusinhas mais curtas sem mostrar o tanquinho (#not). Por fim, tênis de cano alto porque tô amando essa trend de tênis esportivos e mais street!


Blusa cropped: Forever XXI
Regata: GAP
Saia: Animale
Tênis: Osklen 
Colar: Forever XXI
Bolsa: Harley Davidson
Lenço: Zara

Gente, relevem a cara de doente que a gripe tá me pegando aqui... Vocês perdoam essa cara péssima pelo look? Gostaram desse tipo de look? Me contem!

Beijos,

Ana